Tecnologia com propósito: como a cultura maker ensina crianças a usar IA e ferramentas digitais para criar, não apenas consumir

De mau aluno de física a educador de circuitos e programação

Sou o monitor mais novo da expedição, com dezoito anos e conclui o ensino médio ano passado sem ser um aluno acima da média. Nas exatas encontrei minhas principais dificuldades, tendo problemas em decorar fórmulas e executar contas matemáticas. Uma das matérias do terceiro ano do colegial são os circuitos em física. Foi um dos assuntos em que tive mais dificuldade e passei raspando, na base de café e decoreba na noite antes da prova.

Quando o treinamento para Expedição começou, fui ganhando confiança em experimentar, errar e construir. No fim do treinamento me empolguei e abri mão de um horário de almoço para tentar construir instrumentos MIDI (pretendo fazer faculdade de música). Na base da tentativa e erro e com os materiais certos a disposição, montei o circuito necessário para que o instrumento funcionasse, programei no computador e ainda fiz uma almofada que faz massagem com motores no resto do dia. No momento estou sendo o responsável pela oficina de programação por meio da construção de instrumentos na viagem. Com um projeto que me interessava e sem medo de errar, acabei sendo capaz de gerir uma oficina voltada a um assunto que quase me repetiu de ano!

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