Tecnologia com propósito: como a cultura maker ensina crianças a usar IA e ferramentas digitais para criar, não apenas consumir

Três makerspaces que vale a pena conhecer

O site Worlds of Learning selecionou três makerspaces que vêm ganhando destaque ao redor do mundo, confira: DefkoAkNiep (Senegal)Foi criado em 2014 pela ONG Ker-Thiossane. O nome do makerspace significa “Faça com todo mundo”, no idioma local, Wolof. Com mais de 70 membros, o DefkoAkNiep oferece treinamento para crianças, empresários, artesãos, estudantes, artistas e engenheiros. Os alunos têm contato com máquinas de fabricação digital, como a cortadora a laser e a impressora 3D, além de ferramentas manuais. Entre seus projetos, está o desenvolvimento de soluções energéticas a partir de painéis solares e turbinas eólicas. Para conhecer mais, acesse https://www.facebook.com/Defkoaknieplab/ ou www.twitter.com/defkolab.Makerspace Tuce (Gana)Está localizado nas dependências da Faculdade de Educação de Tumu, no distrito de Sissala East, parte noroeste de Gana. Foi idealizado pela Novan Education & Training e é administrado pelo corpo docente da faculdade. Possui apenas um ano de existência, mas já ajudou diversos professores a criarem ferramentas para ensinar matemática e leitura aos alunos. Todos os materiais são válidos para desenvolver projetos: bancos, caixas, computadores, impressoras e ferramentas eletrônicas, de arte e de carpintaria. A iniciativa ainda não possui redes sociais.Walhallab (Holanda)É considerado o mais antigo espaço maker privado da Holanda. Foi fundado em 2003, em Zutphen, por Marco Mout, com o objetivo de estimular crianças a desenvolverem seus talentos. Os alunos possuem entre 6 e 20 anos e são provenientes de diversas classes sociais. Segundo Mout, os materiais para a construção de projetos vão de sucatas, motosserras e soldas a tipos luxuosos de madeira e impressoras 3D. Ferramentas de pintura e máquinas de costura também fazem parte. Entre os colaboradores do makerspace estão profissionais de TI, escultores, pedagogos, psicólogos, fotógrafos, construtores de drones e designers. “Nós projetamos, construímos, pintamos, colamos, soldamos… Evitamos as limitações”, afirma Mout. Além de realizar parcerias com escolas, o Walhallab também trabalha com usuários de drogas e crianças com autismo e TDAH. Outra meta é abrir um curso para professores para desenvolver novas habilidades de ensino e motivação. Conheça mais em www.walhallab.nl ou www.facebook.com/walhallab.
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